O valor é referente a um endividamento de R$ 51,3 milhões e com isso impede que Piter Santos comprometa receitas da Prefeitura para as próximas gerações.
A Câmara Municipal de Vargem Grande Paulista rejeitou, por 6 votos a 5, o projeto de lei do prefeito Piter Santos que autorizava a contratação de um empréstimo de R$ 51.359.864,00, operação que aumentaria significativamente o endividamento do Município e comprometeria receitas futuras do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — tributo que sequer entrou em vigor.
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O valor da operação corresponde a aproximadamente um sexto de toda a arrecadação anual do Município, o que, segundo os parlamentares contrários à proposta, representaria um pesado ônus para as finanças públicas e para as próximas gerações.
Votaram contra a autorização do empréstimo os vereadores Maurinho, Ney, Lucimar, Marcelo Lenha, Zézinho Tapeceiro e Marcelinho do Conselho, formando a maioria que impediu a aprovação da matéria e evitou que a irresponsabilidade fiscal do Executivo se transformasse em dívida para a população.Já os vereadores Ademir – MI, Tom do Conselho, Ferrugem da Pizzaria, Fernando Bixiga e Roberta Macieira votaram a favor da contratação do empréstimo, alinhando-se à proposta do prefeito Piter Santos mesmo diante dos riscos apontados ao orçamento municipal.
A votação foi precedida por intensas articulações e debates entre os vereadores durante o período de recesso parlamentar, quando a proposta passou a mobilizar discussões sobre a conveniência da contratação da dívida e seus impactos para o futuro financeiro do Município.
A rejeição ocorre em um momento de desgaste político enfrentado pelo prefeito Piter Santos.
Sua administração vem sendo alvo de críticas desde a criação da chamada Taxa do Lixo, que elevou significativamente a cobrança para proprietários de imóveis em toda a cidade.
Apesar da instituição da nova cobrança, moradores e comerciantes continuam apontando que não houve melhora perceptível na prestação dos serviços de coleta e manejo de resíduos.
Além da insatisfação com a Taxa do Lixo, a gestão municipal também enfrenta críticas relacionadas à condução administrativa e à execução de obras públicas.
Entre os casos mais lembrados está a obra da Ponte do Paysage, anunciada como uma das intervenções prioritárias do governo, que chegou a ser iniciada, mas encontra-se paralisada há meses, sem qualquer perspectiva concreta de retomada ou conclusão.
Com a derrota do projeto, Piter Santos fica impedido de contratar a operação de crédito nos moldes propostos, preservando, por ora, as receitas futuras do FPM e do IBS e evitando o aumento do endividamento do Município, resultado obtido graças à atuação dos seis vereadores que priorizaram a responsabilidade fiscal em detrimento do alinhamento automático com o Executivo.
por Humberto Brassioli Corsi – Redator Chefe
