Romper um ciclo de violência nem sempre começa com uma denúncia.
Muitas vezes, começa quando uma mulher encontra um espaço em que consegue falar, ser ouvida, compreender o que está vivendo e perceber que não precisa enfrentar tudo sozinha.
É com essa proposta que nasce o Quebrando Tabus, projeto voltado ao acolhimento, fortalecimento e desenvolvimento da autonomia feminina.
As atividades têm início neste sábado, 15 de agosto de 2026, com encontros quinzenais, sempre das 16h às 18h.
A iniciativa pretende criar, dentro da própria comunidade, um ambiente de reflexão, escuta e troca de experiências entre mulheres, contribuindo principalmente para a identificação e o enfrentamento de diferentes formas de violência e relacionamentos abusivos.
Mais do que abordar a violência apenas quando ela já atingiu situações extremas, o Quebrando Tabus propõe trabalhar também a prevenção e o reconhecimento de comportamentos que muitas vezes são naturalizados dentro das relações.
Controle excessivo, humilhações, ameaças, isolamento da família e dos amigos, manipulação emocional, dependência financeira, perseguição, chantagem e agressões não devem ser tratados como demonstrações de amor ou simples “problemas de casal”.
Reconhecer esses sinais pode representar um passo fundamental para interromper um processo de violência.
Uma rede multidisciplinar de apoio
O projeto conta com uma equipe formada por Psicóloga, Assistente Social, Advogada e Musicoterapeuta, permitindo que diferentes dimensões da vida da mulher sejam trabalhadas durante os encontros.
A proposta inclui atividades de reflexão e fortalecimento emocional, ferramentas psicológicas para auxiliar na identificação de relacionamentos abusivos, orientações sobre direitos, técnicas de autodefesa, atividades de geração de renda, integração entre as participantes e ações que contribuam para o desenvolvimento da autoestima e da independência.
Esse caráter multidisciplinar é um dos pontos centrais da iniciativa.
A violência contra a mulher pode produzir consequências emocionais, familiares, sociais, jurídicas e econômicas.
Por isso, romper esse ciclo frequentemente exige muito mais do que uma única forma de intervenção.
Autonomia também passa pela independência
Outro eixo importante será o desenvolvimento de atividades relacionadas à geração de renda.
A dependência financeira pode se transformar em um dos fatores que dificultam o afastamento de uma relação abusiva.
Criar perspectivas de autonomia econômica, portanto, também significa ampliar possibilidades de escolha e reconstrução da própria vida.
O Quebrando Tabus pretende trabalhar justamente essa combinação entre informação, fortalecimento psicológico, orientação profissional e construção de vínculos entre mulheres.
É uma proposta baseada em algo aparentemente simples, mas socialmente poderoso: mulheres conectadas com outras mulheres, compartilhando conhecimento, experiências e caminhos possíveis para sair da violência.
Quebrar o silêncio também é quebrar um tabu
A violência nem sempre deixa marcas visíveis.
Ela pode estar na palavra que diminui, no medo constante, na proibição disfarçada de cuidado, no controle sobre dinheiro, roupas, amizades ou celular.
Pode surgir na desvalorização cotidiana até que a própria vítima passe a questionar sua percepção sobre aquilo que está vivendo.
Projetos comunitários como o Quebrando Tabus ajudam a trazer essas discussões para mais perto das mulheres e podem facilitar o acesso à informação e às redes de apoio.
O primeiro encontro acontece neste sábado.
A participação exige inscrição prévia.
PROJETO QUEBRANDO TABUS
📆 Início: 15 de agosto de 2026
Encontros: sábados, quinzenalmente
⏰ Horário: das 16h às 18h
• Atividades:Psicologia
• Assistência Social
• Orientação Jurídica
• Musicoterapia
• Autodefesa
• Identificação de relacionamentos abusivos
• Geração de renda
• Fortalecimento e integração entre mulheres
📝 Inscrições:
Informações: Luciana — (11) 99486-8272
por Humberto Brassioli Corsi – Redator Chefe
