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PM é encontrada morta em apartamento no Brás; Polícia Civil apura circunstâncias

Caso inicialmente registrado como suicídio passou a ser investigado também como morte suspeita

A soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (18) no apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central da capital paulista.

O caso foi registrado no 8º Distrito Policial do Brás inicialmente como suicídio. Posteriormente, a ocorrência também passou a constar como morte suspeita para que as circunstâncias sejam apuradas com maior profundidade. A investigação está a cargo da Polícia Civil.

Alerta: Esta reportagem aborda temas como suicídio e saúde mental. Ao final do texto, há informações sobre onde buscar ajuda.

Relacionamento é citado em depoimento

Gisele era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ela também deixa uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento.

Em depoimento à polícia, a mãe da soldado afirmou que o relacionamento da filha era conturbado. Segundo o relato, haveria episódios de controle e comportamento abusivo por parte do marido. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do oficial. O espaço permanece aberto para manifestação.

Ainda de acordo com a mãe da policial, ao comentar a intenção de se separar, Gisele teria recebido do marido uma imagem em que ele aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

Versão apresentada pelo marido

No boletim de ocorrência, o tenente-coronel declarou que o casal se conheceu em 2021 e oficializou o casamento em 2024. Segundo ele, os conflitos começaram em 2025, após mudança de batalhão.

O oficial relatou ter sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM, que atribuiu a desavenças internas e boatos sobre suposto relacionamento extraconjugal. Conforme sua versão, ao tomar conhecimento dos rumores, Gisele teria passado a desconfiar da fidelidade dele, o que teria intensificado as discussões.

Ele afirmou ainda que, na manhã de quarta-feira, foi ao quarto da esposa para propor a separação. Segundo o relato, ela teria se exaltado e pedido que ele saísse do cômodo. Após ouvir um barulho enquanto tomava banho, disse ter encontrado a esposa caída no chão ao sair do banheiro.

Investigação em andamento

A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte, incluindo eventuais elementos que possam esclarecer a dinâmica dos fatos. Exames periciais e laudos técnicos devem embasar a conclusão do inquérito.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento emocional ou conhece alguém que esteja, é possível procurar apoio especializado:

🔹 Centro de Valorização da Vida (CVV)
Atendimento gratuito 24 horas por dia pelo telefone 188, além de chat e e-mail pelo site oficial.

🔹 Canal Pode Falar
Iniciativa do Unicef voltada a jovens de 13 a 24 anos, com atendimento via WhatsApp de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

🔹 SUS Centros de Atenção Psicossocial (Caps)
Unidades públicas de atendimento a pessoas com transtornos mentais. Na cidade de São Paulo há 33 Caps Infantojuvenis.

🔹 Mapa da Saúde Mental
Plataforma online com informações sobre atendimentos psicológicos gratuitos e orientações sobre saúde mental.

Nota editorial

O suicídio é reconhecido como questão de saúde pública. A abordagem jornalística do tema exige responsabilidade, informação qualificada e incentivo à prevenção, com o objetivo de ampliar o debate e reduzir estigmas.

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Maurício Meirelles apresenta “Surto Coletivo” no Teatro das Artes, na Zona Oeste de SP, neste sábado (21)

Espetáculo interativo acontece às 22h30 no Shopping Eldorado; ingressos estão à venda pela Eventim

O humorista Maurício Meirelles se apresenta neste sábado (21) na cidade de São Paulo com o espetáculo “Surto Coletivo”. O show acontece às 22h30 no Teatro das Artes, localizado no Shopping Eldorado, na Zona Oeste da capital.

Os ingressos estão disponíveis para compra pela plataforma Eventim.

Formato interativo

No novo espetáculo, o comediante propõe um formato participativo. Ao chegar ao teatro, o público responde a um questionário com perguntas sobre temas variados, que servem de base para a construção das interações ao longo da apresentação.

Segundo a produção, Meirelles utiliza tecnologia desenvolvida para o projeto para captar, em tempo real, respostas e opiniões da plateia, conduzindo o rumo do espetáculo a partir dessas interações.

A proposta é que cada sessão tenha conteúdo adaptado ao contexto do momento, com referências a acontecimentos recentes e temas em destaque.

Trajetória

Maurício Meirelles é conhecido por integrar tecnologia, redes sociais e improviso ao stand-up. Além dos palcos, mantém atuação digital à frente da Achismos TV, canal no YouTube que reúne entrevistas e conteúdos de humor.

Serviço

Espetáculo: “Surto Coletivo” Maurício Meirelles
Data: 21 de fevereiro (sábado)
Horário: 22h30
Local: Teatro das Artes Shopping Eldorado
Endereço: Avenida Rebouças, 3970 Pinheiros Zona Oeste São Paulo (SP)
Ingressos: À venda pela Eventim

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Adolescente de 16 anos morre baleado ao gravar vídeo com arma no Jardim Guarujá, Zona Sul de SP

Disparo ocorreu durante “brincadeira” com revólver na garagem de uma casa; colega fugiu com o pai e deve se apresentar à polícia

Um adolescente de 16 anos morreu após ser atingido por um tiro na cabeça na tarde de segunda-feira (16), no bairro Jardim Guarujá, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o disparo ocorreu na Rua Cittadella, na garagem de uma residência. A vítima gravava um vídeo enquanto um colega da mesma idade manuseava um revólver e girava o tambor da arma.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou o jovem ao Hospital M’Boi Mirim, mas a morte foi constatada na unidade.

Investigação

De acordo com a SSP, após o disparo o adolescente que estava com a arma deixou o local acompanhado do pai.

A mãe do autor do disparo informou à polícia que o filho deverá se apresentar à autoridade policial acompanhado de advogado.

O caso foi registrado como homicídio no 47º Distrito Policial (Capão Redondo).

A Polícia Civil apura as circunstâncias do disparo e investiga se a arma pertence ao pai do adolescente que efetuou o tiro.

Sepultamento

O corpo da vítima foi enterrado na manhã desta quarta-feira (18) no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

As investigações seguem em andamento.

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Banco Central decreta liquidação do Pleno

O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil acrescenta um novo capítulo à história recente de intervenções no sistema financeiro, ao mesmo tempo em que testa, mais uma vez, os mecanismos de proteção a depositantes e a capacidade das autoridades de conter focos localizados de instabilidade. Em nota oficial, a autarquia comunicou, nesta quarta‑feira, a retirada ordenada da instituição do Sistema Financeiro Nacional, estendendo o regime especial também à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ambas integrantes do conglomerado prudencial Pleno.

Segundo o Banco Central, a medida não foi repentina, mas resultado de um processo de deterioração prolongada, marcado pelo comprometimento da situação econômico‑financeira do banco, agravado por problemas de liquidez e pelo descumprimento de normas prudenciais e de determinações da supervisão. Em termos técnicos, a nota fala em “comprometimento da situação econômico‑financeira, com deterioração da liquidez, infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, fórmula que traduz, em linguagem institucional, um quadro de fragilidade patrimonial combinado com falhas de governança e de conformidade regulatória.

A instituição, rebatizada como Banco Pleno após ter operado sob a marca Voiter, era controlada por Augusto Ferreira Lima, ex‑CEO e ex‑sócio do Banco Master, e liderava um conglomerado classificado no segmento S4 da regulação prudencial, isto é, de pequeno porte, com participação modesta no conjunto do sistema. De acordo com dados divulgados pela autoridade monetária, o grupo detinha cerca de 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, com passivo estimado em R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões concentrados em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras. Essa dimensão reduzida, embora limite o potencial de contágio sistêmico, não é desprezível do ponto de vista dos investidores e depositantes diretamente expostos.

A liquidação extrajudicial, ao contrário de uma simples intervenção temporária, pressupõe o diagnóstico de que já não há um plano viável de recuperação. Trata‑se de um mecanismo de resolução em que o funcionamento do banco é interrompido, suas atividades operacionais são suspensas e todas as obrigações passam a ser consideradas vencidas, para que se proceda à apuração ordenada do ativo e do passivo e à satisfação, na medida do possível, dos credores, segundo a ordem legal de preferência. Nos termos da legislação em vigor, a decretação do regime torna indisponíveis os bens dos controladores e administradores, enquanto o Banco Central conduz, paralelamente, processos administrativos destinados a apurar responsabilidades, que podem resultar em sanções e remessa de elementos a outros órgãos, inclusive de persecução penal.

O contexto que antecedeu a decisão é revelador. Desde 2025, o mercado vinha sinalizando desconfiança crescente em relação ao risco de crédito do Banco Pleno, com seus títulos sendo negociados no mercado secundário a taxas significativamente superiores ao CDI, reflexo da venda forçada de papéis e da dificuldade da instituição em se financiar a custos compatíveis. Em novembro do ano passado, o Banco Central já havia adotado medidas para desarticular o conglomerado, após identificar problemas de solvência, indícios de irregularidades contábeis e risco de contaminação de outras entidades ligadas ao chamado “caso Master”, que envolveu investigações sobre operações do Banco Master e de estruturas a ele associadas.

A partir da liquidação, o foco desloca‑se, inevitavelmente, para a proteção dos clientes. Os saldos de contas de depósito e uma ampla gama de aplicações estão cobertos pela rede de segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já se prepara para indenizar credores elegíveis assim que o liquidante, nomeado pelo Banco Central, consolidar as informações necessárias. Pelas regras atuais, cada CPF ou CNPJ tem cobertura até o limite de R$ 250 mil por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos, abrangendo depósitos à vista e a prazo, CDBs, RDBs e letras de crédito de natureza imobiliária e do agronegócio. Estimativas divulgadas pelo próprio FGC indicam que a exposição potencial decorrente da quebra do Banco Pleno pode chegar a R$ 4,9 bilhões, alcançando aproximadamente 160 mil credores, cifra que dimensiona a magnitude do esforço de ressarcimento, ainda que diluída ao longo do tempo.

Para além da rede de garantia, a liquidação extrajudicial expõe de forma pedagógica a centralidade da confiança no funcionamento do sistema bancário. Analistas de crédito lembram que, em um banco comercial, a liquidez é o oxigênio que mantém a engrenagem em movimento: sem capacidade de rolar captações, renovar depósitos e acessar o mercado, mesmo instituições com ativos relevantes podem entrar rapidamente em colapso operacional. No caso do Banco Pleno, a escalada das taxas exigidas pelos investidores em seus CDBs e letras financeiras sinalizava, há meses, uma espécie de plebiscito silencioso sobre a confiança na instituição, que acabou por se tornar insustentável.

Do ponto de vista regulatório, a decisão reforça a estratégia do Banco Central de atuar com firmeza em conglomerados menores que apresentem sinais de risco elevado, mesmo quando a participação no sistema é relativamente modesta. A lógica é evitar que focos de desorganização contábil, infração normativa e gestão temerária se convertam em vetores de contágio, seja por vínculos societários com outras instituições, seja por efeitos reputacionais em segmentos específicos do mercado de capitais. Nesse sentido, a liquidação do Banco Pleno dialoga com um ciclo mais amplo de intervenções decorrentes do caso Master, em que o regulador buscou, ao longo de meses, estancar potenciais riscos antes que se amplificassem.

Para os pequenos poupadores, porém, a linguagem da macroprudência convive com preocupações prosaicas: quando o dinheiro ficará disponível, como acionar o FGC, de que maneira identificar o saldo elegível à garantia. Guias publicados por especialistas em investimento reiteram que, uma vez deflagrada a liquidação, a prioridade é acompanhar as comunicações oficiais do Fundo Garantidor, que abrirá, em momento oportuno, canais digitais para verificação de valores e instruções de resgate, normalmente vinculados ao CPF do investidor e às instituições pagadoras conveniadas. Embora o histórico de atuações do FGC indique elevado grau de efetividade na restituição de valores garantidos, o processo não é instantâneo e exige um intervalo técnico até a consolidação da base de dados fornecida pelo liquidante.

A liquidação do Banco Pleno, portanto, opera em múltiplos planos. No plano sistêmico, é um exercício de contenção de danos e de reafirmação da vigilância prudencial, com um recado claro ao mercado sobre os limites da tolerância regulatória a desajustes de liquidez e infracções normativas. No plano institucional, representa o encerramento de um ciclo conturbado, em que uma instituição de pequeno porte, nascida de reestruturações sucessivas e mudanças de controle, não logrou recompor a confiança necessária para sobreviver em um ambiente de juros elevados e competição intensa por funding. No plano individual, é um lembrete concreto, para milhares de investidores de varejo, da importância de diversificar relações bancárias e observar, com atenção redobrada, os sinais de mercado que antecedem movimentos de ruptura.

Em última instância, o episódio devolve à agenda pública um tema que, não raro, se oculta sob a superfície de números e jargões técnicos: a delicada equação entre liberdade empresarial, disciplina de mercado e intervenção estatal em um setor em que a matéria‑prima mais valiosa não é apenas o capital, mas a confiança.

Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Carro de Iemanjá da Mocidade Alegre viraliza no exterior após título do Carnaval de SP

Alegoria inspirada em filme nigeriano e homenagem a Léa Garcia gerou milhões de visualizações nas redes sociais

A Mocidade Alegre, campeã do Carnaval de São Paulo em 2026, ganhou repercussão internacional após vídeos de um carro alegórico com representação de Iemanjá viralizarem nas redes sociais nos últimos dias.

Publicações em perfis estrangeiros destacaram a estética da alegoria e a valorização da ancestralidade africana no desfile. Em uma das postagens na rede X (antigo Twitter), o vídeo ultrapassou 1 milhão de visualizações. Outros conteúdos também somaram centenas de milhares de compartilhamentos.

Alegoria homenageou Léa Garcia

O carro alegórico chamou a atenção pelo porte e pelos efeitos visuais que simulavam queda d’água, além da representação de Iemanjá adornada com conchas. A concepção foi inspirada no filme “A Deusa Negra” (1978), do cineasta nigeriano Ola Balogun, no qual a atriz Léa Garcia interpretou a entidade.

O desfile teve como enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, homenagem à trajetória da artista, que morreu em 2023, aos 90 anos. A escola destacou momentos marcantes da carreira de Léa, desde o Teatro Experimental do Negro até atuações no cinema e na televisão.

Entre os destaques históricos lembrados no desfile está sua participação em “Orfeu Negro” (1959), produção vencedora do Oscar de filme estrangeiro.

Representações na avenida

Na comissão de frente, a médica Thelma Assis representou Léa Garcia. O médico e ex-participante de reality show Fred Nicácio interpretou Abdias Nascimento, intelectual brasileiro que foi companheiro da atriz.

Fundada em 1967, a Mocidade Alegre conquistou em 2026 o 13º título no Grupo Especial, consolidando-se como a segunda maior campeã do Carnaval paulistano. O desfile ocorreu no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital.

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Mulher de 60 anos morre após ser arrastada por enxurrada e ficar presa sob carro no Mandaqui, Zona Norte de SP

Alice Ferreira Conceição foi socorrida com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu após alagamento na Rua Larival Gea Sanches

Uma mulher de 60 anos morreu na tarde de segunda-feira (16) após ser arrastada pela enxurrada durante forte chuva no bairro do Mandaqui, na Zona Norte de São Paulo.

A vítima, identificada como Alice Ferreira Conceição, caminhava pela Rua Larival Gea Sanches quando foi levada pela correnteza e ficou presa sob um carro estacionado durante o alagamento.

De acordo com informações apuradas no local, após o nível da água baixar, Alice foi encontrada desacordada debaixo do veículo.

Atendimento e morte

Ela foi socorrida em parada cardiorrespiratória e encaminhada ao Hospital do Mandaqui. Apesar do atendimento médico, não resistiu.

Alice era costureira e, segundo relatos de familiares, havia saído de casa a pé para visitar a irmã quando foi surpreendida pela enxurrada.

Região registra alagamentos frequentes

Moradores afirmam que a área costuma registrar enchentes em dias de chuva intensa.

Com a morte de Alice, sobe para 15 o número de pessoas que perderam a vida no estado de São Paulo neste ano em decorrência das chuvas, segundo balanço divulgado pelas autoridades estaduais.

A Defesa Civil orienta que, em casos de chuva forte, pedestres evitem atravessar vias alagadas e procurem abrigo em locais seguros.

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Bloco do Bob estreia no Carnaval de SP com reggae no Ibirapuera e tributo a Bob Marley

Novidade da banda Marley Night desfila em 21 de fevereiro, na zona sul da capital, com participação de Dada Yute e Maxado

O Carnaval de São Paulo ganha um novo bloco em 2026. No próximo dia 21 de fevereiro, a região do Ibirapuera, na zona sul da capital, recebe a estreia do Bloco do Bob, idealizado pela banda Marley Night, em homenagem ao legado musical de Bob Marley.

A concentração será na Avenida Pedro Álvares Cabral, na altura do Obelisco, a partir das 12h. O desfile está previsto para ocorrer das 13h às 15h, com trajeto até o Monumento às Bandeiras, onde acontece a dispersão.

A proposta do bloco é unir a energia do Carnaval paulistano às mensagens de paz, resistência e positividade que marcaram a trajetória do ícone jamaicano. No repertório, versões carnavalescas de clássicos como Three Little Birds, One Love e Could You Be Loved prometem embalar os foliões.

Participações especiais e estreia no pós-Carnaval

Para a estreia, o bloco contará com participações especiais de Dada Yute, nome consolidado do reggae nacional, e Maxado, ex-integrante das bandas Firebug e Peixoto & Maxado.

Criado pela banda Marley Night formada em 2018 e reconhecida como uma das principais homenagens a Bob Marley no Brasil o projeto nasce após anos de apresentações dedicadas à obra do cantor. O grupo já dividiu palco com Junior Marvin, guitarrista do The Wailers, além de ter participado de shows ao lado de Gilberto Gil e de festivais nacionais.

O desfile do Bloco do Bob acontece antes do tradicional cortejo do Navio Pirata, da banda BaianaSystem, no circuito do Ibirapuera.

Serviço

Bloco do Bob / Marley Night
📍 Local: Avenida Pedro Álvares Cabral (entre o Obelisco e o Monumento às Bandeiras) Ibirapuera, zona sul
📅 Data: 21 de fevereiro (sábado pós-Carnaval)
⏰ Concentração: 12h
🎶 Desfile: 13h às 15h
🚩 Dispersão: 15h

A organização é do Coletivo Pipoca, grupo responsável por grandes projetos de Carnaval em diversas capitais brasileiras.

Mais do que um desfile, o Bloco do Bob surge como um convite para celebrar diversidade, música e boas vibrações em plena rua com o reggae como trilha sonora da folia paulistana.

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Bloco protesta contra a falta de apoio da Prefeitura de SP

No epicentro da efervescência carnavalesca, onde as ruas da Consolação se transmutam em palco de resistências culturais, o Bloco Tarado Ni Você ergueu sua voz em um manifesto veemente contra a escassez de amparo institucional dispensado pela Prefeitura de São Paulo à folia de rua. Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, durante sua décima segunda edição consecutiva, o cortejo que homenageia Caetano Veloso com o tema Cinema transcendental desfilou pela icônica interseção da Avenida Ipiranga com a São João, no coração do Centro, mas não sem antes tecer um ato de protesto que ecoou as agruras de uma cena autônoma ameaçada pela precariedade financeira e pela priorização de megablocos patrocinados. Organizado por um coletivo de artistas independentes desde 2014, o Tarado Ni Você reuniu milhares de foliões em uma manifestação que mesclou samba, irreverência e crítica social, pendurando faixas com apelos como Respeitem os Blocos de São Paulo e exigindo políticas públicas que preservem a diversidade da festa momesca.

A insurgência ganhou contornos dramáticos após semanas de tensão, com organizadores como Rodrigo Guima, fundador do bloco, denunciando publicamente a redução de 29 por cento no orçamento municipal destinado ao Carnaval de Rua, que caiu de R$ 42,5 milhões em 2025 para R$ 30,2 milhões em 2026, apesar do recorde de 627 agremiações confirmadas. Apenas cem blocos foram contemplados pelo edital de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, recebendo repasses irrisórios de até R$ 25 mil cada, quantia insuficiente para cobrir despesas que, no caso de eventos como o Tarado Ni Você ou o Pagu, ultrapassam R$ 250 mil, abrangendo som, alegorias, seguros e logística. A gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, argumenta oferecer infraestrutura integral, com 58 mil agentes de segurança, 13 mil de limpeza e operação integrada de trânsito, saúde e direitos humanos, mas transfere aos coletivos a onerosidade de captar patrocínios privados, uma tarefa hercúlea em tempos de recessão econômica e competição acirrada por marcas como Ambev e Amstel.

Essa queixa não é isolada, mas reverbera um descontentamento coletivo gestado desde o pré-Carnaval, quando blocos tradicionais como Baixo Augusta, Casa Comum, Exploração, Meu Bloco Explodiu, Bloco do Tatué, Esfarrapado e Charanga do França uniram-se em um protesto silencioso na própria Rua da Consolação, erguendo estandartes no Bar do Jão para alertar sobre o momento crítico vivido pela manifestação cultural. A nota conjunta dos agitadores enfatizava a disputa desigual pelo espaço urbano, o avanço predatório de megablocos hiperpatrocinados que monopolizam alvarás e visibilidade, e a ausência de diálogo com a administração municipal, que ignora o legado de uma folia que movimenta bilhões na economia local, gerando empregos temporários, turismo e vitalidade democrática. Para Rafaela Barcala, porta-voz do Tarado Ni Você, a prefeitura deveria prover o mínimo essencial, como policiamento ostensivo e limpeza eficiente, já que a festa impulsiona o PIB paulista sem contrapartidas proporcionais.

O histórico do bloco ilustra perfeitamente essa saga de precariedade e resiliência. Nascido em 2014 como tributo à obra de Caetano Veloso, o Tarado Ni Você consolidou-se como um dos pilares do Carnaval de rua, arrastando multidões com repertórios que fundem Tropicália a ritmos contemporâneos, sempre sob o signo da irreverência queer e feminista. Em 2023, enfrentou exclusão por inscrição tardia no cadastro municipal, forçando uma reunião de emergência para debater alternativas, mas emergiu vitorioso nos anos subsequentes graças a vaquinhas online e apoios pontuais. Nesta edição, a confirmação de patrocínio da Amstel, a três dias da folia, salvou o desfile de um colapso iminente, após paralisação da produção e cogitação de empréstimos bancários, mas o episódio escancarou as fragilidades do modelo híbrido de financiamento, dependente de editais capengas e captações exaustivas.

Críticos culturais, como aqueles vinculados à Universidade de São Paulo, interpretam o levante como sintoma de uma gentrificação carnavalesca, onde a essência comunitária e periférica da festa é sufocada pelo espetáculo corporativo. Enquanto megablocos como Acadêmicos do Baixada ou Gaviões da Fiel ostentam estruturas milionárias no Anhembi, blocos autônomos lutam por banheiros químicos, grades de contenção e som potente, agravados por problemas crônicos como superlotação, furtos de celulares e banheiros a céu aberto no Centro, conforme relatos do G1 durante os primeiros dias de folia. A Prefeitura rebate em notas oficiais, destacando a política de fomento iniciada em 2024 e a infraestrutura para o maior Carnaval do Brasil, mas organizadores contrapõem que o corte orçamentário reflete prioridades equivocadas, em uma cidade que viu o pré-Carnaval marcado por sujeira e caos logístico.

O protesto do Tarado Ni Você, portanto, transcende o lamento conjuntural para afirmar uma identidade política intrínseca ao bloco, que desde sua gênese incorpora dissidências contra o conservadorismo e a mercantilização cultural. Com fantasias evocando o cinema transcendental de Caetano, os foliões serpentearam pelas avenidas, entoando Tropicália e Sampa como hinos de resistência, enquanto faixas e performances teatrais ironizavam a privatização da folia. Especialistas em políticas culturais, como os do Observatório do Carnaval Paulista, preveem que ações como essa catalisem reformas, pressionando por um edital mais inclusivo e verbas fixas para blocos raiz, preservando a pluralidade que distingue São Paulo de Rio ou Salvador. Em meio a 15 milhões de participantes estimados, o gesto reafirma o Carnaval como arena de cidadania, onde o samba não apenas diverte, mas interpela o poder constituído.

Enquanto a noite avançava, com o Centro pulsante de batuques e confetes, o Tarado Ni Você dispersou-se sem incidentes, mas com a semente do inconformismo plantada. A gestão Nunes, pressionada por opositores no Legislativo municipal, pode rever posturas ante os balanços pós-folia, especialmente se dados econômicos confirmarem o impacto bilionário da festa. Para os fazedores de cultura, o recado é claro: o Carnaval de rua não é commodity negociável, mas patrimônio imaterial que demanda cultivo público. Assim, em 2026, sob o signo de Caetano, São Paulo dança entre a festa e a luta, garantindo que a voz dos pequenos blocos não seja engolida pelo tropel dos gigantes.

Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Ambulantes acampam no Ibirapuera para garantir vaga nos blocos de Carnaval

Enquanto milhares de foliões ocupam as ruas para curtir o Carnaval em São Paulo, outro grupo trava sua própria disputa nos bastidores da festa: os ambulantes. Desde a semana anterior ao início oficial da folia, trabalhadores informais foram vistos acampados no entorno do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, para garantir espaço nos megablocos que desfilam pela região.

Durante o pré-Carnaval, dezenas de vendedores montaram barracas improvisadas e passaram noites no local para assegurar um ponto estratégico de trabalho.

Megablocos arrastam multidões

O Ibirapuera tem sido palco de alguns dos maiores blocos da cidade. No pré-Carnaval, o megabloco da cantora Ivete Sangalo, com o bloco Quem Pede, Pede, reuniu cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Já neste sábado (14), a Avenida Pedro Álvares Cabral entre o Obelisco e o Monumento às Bandeiras recebeu a segunda edição do CarnaLau, comandado por Lauana Prado. A cantora celebrou o primeiro Carnaval grávida e destacou a emoção de viver o momento ao lado do filho.

Também no Ibirapuera, o bloco Agrada Gregos contou com a participação de Gretchen, que animou o público ao som do clássico “Conga, Conga, Conga”.

Credenciamento e estrutura

A Ambev, patrocinadora oficial do Carnaval de São Paulo, cadastrou cerca de 15 mil ambulantes para atuar oficialmente entre os dias 7 e 22 de fevereiro.

Os trabalhadores credenciados recebem:

  • Credencial oficial
  • Colete e boné
  • Guarda-sol
  • Isopor
  • Acesso à pré-venda de produtos
  • Capacitação gratuita

O treinamento inclui orientações sobre técnicas de venda, atendimento ao cliente e consumo responsável de bebidas alcoólicas.

Disputa por espaço

Apesar do credenciamento, a alta demanda por pontos estratégicos nos blocos faz com que muitos ambulantes cheguem dias antes aos locais dos desfiles. Em áreas de grande concentração, como o Ibirapuera, a disputa por espaço se intensifica à medida que os megablocos atraem centenas de milhares de foliões.

O Carnaval de rua da capital paulista conta com 627 blocos espalhados pela cidade neste ano, consolidando São Paulo como um dos principais destinos da folia no país.

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