Autor: Marcelo Henrique de Carvalho

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Protesto contra reintegração de posse bloqueia a Avenida Salim Farah Maluf na zona leste

Manifestantes incendiaram pneus e interromperam o tráfego no sentido Marginal; via foi liberada após atuação da PM e dos bombeiros

Um grupo de cerca de 20 pessoas bloqueou a Avenida Salim Farah Maluf, na altura da Vila Ema, zona leste da capital paulista, na tarde desta quarta-feira (25), em protesto contra um processo de reintegração de posse em andamento na região.

Os manifestantes atearam fogo em pneus e interditaram totalmente a pista no sentido Marginal. A fumaça preta pôde ser vista de diferentes pontos da via.

Trânsito ficou paralisado

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a ocupação total da pista foi registrada por volta das 16h50. O bloqueio ocorreu no cruzamento da Avenida Salim Farah Maluf com a Avenida Vila Ema.

O congestionamento chegou a afetar também a Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. Às 17h10, segundo a CET, a via já estava liberada, embora parte dos manifestantes permanecesse nas calçadas.

PM foi acionada

A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Militar foi chamada por volta das 16h para atender à ocorrência, com apoio do Corpo de Bombeiros para controlar o incêndio dos pneus.

Até as 17h40, equipes ainda atuavam na região. Segundo a PM, o grupo foi dispersado e não houve registro de confrontos ou detenções.

A corporação informou ainda que os manifestantes seriam moradores de um imóvel localizado em frente ao ponto do protesto, alvo de processo judicial de reintegração de posse.

Histórico do imóvel

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o prédio situado na altura do número 516 da Avenida Vila Ema é de propriedade particular e já havia sido objeto de ação judicial movida pelo município desde 2017.

A Justiça determinou a desocupação, cumprida em janeiro de 2020. No entanto, o imóvel voltou a ser ocupado posteriormente.

Em setembro de 2025, foi formalizado novo acordo para desocupação voluntária. A administração municipal afirma ter oferecido atendimento habitacional, mas parte dos ocupantes não teria aceitado a proposta.

Após um incêndio no local em janeiro deste ano, a Secretaria Municipal de Habitação realizou o cadastro das famílias residentes na ocupação. Segundo a prefeitura, 140 famílias foram incluídas no cadastro habitacional da Cohab e receberam auxílio emergencial de R$ 1 mil.

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