Dentro do sarcófago de um faraó que morreu aos 18 anos, havia uma adaga que não fazia sentido nenhum.
A lâmina era de ferro, numa era em que esse metal valia mais que ouro. E quando os cientistas analisaram o metal, perceberam que ele não vinha de nenhuma mina do Egito. Vinha do espaço.
Em 1925, arqueólogos encontraram a adaga enrolada junto à perna direita da múmia de Tutancâmon. O cabo era de ouro entalhado, a bainha decorada com desenhos de lírios e um chacal. Mas a lâmina, escura e opaca, escapava de qualquer padrão conhecido de metalurgia egípcia da época.
Só em 2016, usando um aparelho de raio-X portátil, pesquisadores italianos mediram a proporção de níquel e cobalto no metal. O resultado bateu com a assinatura química de meteoritos de ferro, não com nenhum minério terrestre.
A lâmina do rei do Egito tinha caído do céu quase 300 anos antes de o ferro se tornar comum entre os humanos.
Mas o verdadeiro problema apareceu depois. Cartas diplomáticas do período, escritas mais de um século antes da morte de Tutancâmon, já mencionavam um punhal de ferro embrulhado em ouro, enviado como presente ao avô dele por um rei estrangeiro.
Se essas cartas descreviam o mesmo objeto, a adaga pode não ter sido forjada no Egito. Ela pode ter atravessado gerações como herança antes de ser selada dentro de uma tumba, ao lado de um corpo que ninguém esperava que se tornasse tão famoso 3.300 anos depois.
E a pergunta que fica é simples: quantos outros objetos sagrados do Egito antigo também vieram primeiro de outro lugar do universo?
Humberto G. Aliperti – MTB.073077 Lei Federal Nº 12.527
Editor Jornalista HostingPRESS Agência de Notícias
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